sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sentido Único


Noutros tempos a Mulher era vista como um ser menor, obediente, que não podia trabalhar, estando-lhe destinada a missão de cuidar os filhos e o lar. 

O amor era então uma questão menor, quase mesmo tabú, a dependência da mulher em termos económicos, e a sua dedicação, mesmo que forçada pelos hábitos, ao meio familiar tornavam-na um ser passivo e facilmente manipulável, assemelhando a sua existência à de uma escravatura consentida. O amor não era então mais que companheirismo e a paixão vista pelos homens como uma fraqueza. 
O divórcio era então entendido como algo impensável, muito por culpa da educação cristã que considerava o matrimónio um compromisso para a vida.

A emancipação da mulher, trouxe-lhes a igualdade de direitos, dos quais destacaria o acesso ao trabalho e a consequente independência económica, o que tem provocado uma alteração de mentalidades e uma inevitável  mudança dos hábitos de convivência familiar e em sociedade.

As mulheres de hoje trabalham, tem a seu cargo os filhos e a lide da casa, algumas-poucas-vezes ajudadas pelos cônjuges ou companheiros, por comodismo ou por falta de formação cívica, o que, as engrandece e faz crescer como seres humanos cada vez mais capazes.

Desta forma o "sentido único" do amor que dispensavam aos maridos alterou-se radicalmente, na medida em que se sentem mais seguras autónomas e capazes de conduzir e mudar as suas vidas;
Já os homens estão cada vez mais embrenhados na conquista do seu lugar ao sol, da progressão da sua carreira, e distraídos das suas obrigações conjugais, e, muitas vezes quando se dão conta que afinal não são insubstituíveis e que a única forma de manter uma relação é investindo de forma empenhada e continuada, iniciam uma tentativa desesperada de resgatar esse amor.

O que acontece é que, também agora este sentimento tem sentido único...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Portimão acolhe a partir de sexta-feira o World Press Photo

Foto: Sapo Notícias
 A foto vencedora mostra mulheres em protesto no cimo de uma casa em Teerão, no Irão, e foi tirada a 24 de Junho. A foto faz parte de um trabalho do fotógrafo Pietro Masturzo   intitulado "Telhados de Teerão".

Os trabalhos premiados pelo World Press Photo estarão patentes no Museu Municipal de Portimão, entre sexta-feira e o dia 8 de agosto, das 18 às 24 horas, com entrada gratuita.
Notícia Público

sábado, 10 de julho de 2010

Tolerância Zero com este Governo

Google Images
Artigo 2.º
(Estado de direito democrático)
A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.
Artigo 3.º
(Soberania e legalidade)
1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.
Artigo 67.º
(Família)
1. A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.
2. Incumbe, designadamente, ao Estado para protecção da família:
a) Promover a independência social e económica dos agregados familiares;
b) Promover a criação e garantir o acesso a uma rede nacional de creches e de outros equipamentos sociais de apoio à família, bem como uma política de terceira idade;
c) Cooperar com os pais na educação dos filhos;
d) Garantir, no respeito da liberdade individual, o direito ao planeamento familiar, promovendo a informação e o acesso aos métodos e aos meios que o assegurem, e organizar as estruturas jurídicas e técnicas que permitam o exercício de uma maternidade e paternidade conscientes;
e) Regulamentar a procriação assistida, em termos que salvaguardem a dignidade da pessoa humana;
f) Regular os impostos e os benefícios sociais, de harmonia com os encargos familiares;
g) Definir, ouvidas as associações representativas das famílias, e executar uma política de família com carácter global e integrado;
h) Promover, através da concertação das várias políticas sectoriais, a conciliação da actividade profissional com a vida familiar.
 Constituição da República

 Diz a Constituição Portuguesa "A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.", pois então cumpra-se a Lei!

O direito à indignação das populações em relação ao estado da justiça, de acesso aos serviços de saúde, a uma habitação digna, à educação, a segurança e a insuportável subida dos impostos e, consequentemente do custo de vida, levou-me a consultar o texto da Constituição, de que vos deixo alguns dos artigos mais relevantes do ponto de vista do seu continuado e crescente desrespeito.
Cabe ao Presidente da República promover a fiscalização de novas leis, ou de alterações que desrespeitem o texto da Constituição.
A constitucionalidade terá que ser aferida antes da sua promulgação e publicação em Diário da República.

"Regular os impostos e os benefícios sociais, de harmonia com os encargos familiares;" este princípio da lei fundamental não está a ser respeitado; Este governo aumenta os impostos sobre o trabalho, das famílias com mais dificuldades económicas, ao mesmo tempo que suaviza a carga fiscal daqueles que podem, e devem, contribuir mais para a resolução da crise em que nos encontramos, muito por falta de fiscalização eficaz do sistema bancário, e por falta de verdadeiras políticas de consolidação orçamental do Estado, e de promoção do emprego (consagrado na Constituição).

A classe política Portuguesa não tem coragem política para promover medidas estruturais, nem para exigir o cumprimento da lei; Os vários processos de corrupção não avançam, a má gestão das empresas de capitais públicos de que vamos tendo notícia não tem quaisquer consequências, os dinheiros públicos continuam a ser mal geridos, e o futuro dos jovens está completamente hipotecado.

Ao nível da sociedade não assistimos ao aparecimento de organizações cívicas que aglutinem a expressão do descontentamento geral das populações,  e criem mecanismos de pressão que exijam o cumprimento da legalidade nos vários sectores da sociedade.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Gripe A - Vacinas fora de prazo


Vacinas da gripe A vão ser destruídas porque terminou prazo de validade

A notícia é avançada hoje pelo jornal americano especializado "Medical News": um quarto das vacinas contra a gripe A, cuja produção custou mais de 200 milhões de euros, vão ser destruídas nos EUA porque o seu prazo de validade terminou.
O diário cita estimativas da administração norte-americana, que avança que, para além das vacinas de validade expirada esta quarta-feira, existem pelo menos mais 30 milhões que podem caducar nos próximos meses.
Notícia e Foto Ionline
______________

Este assunto foi aqui abordado sob o título Gripe A - Pandemia ou Pandemónio
entre outros, alertando para toda a maquinação e negócio que rodeava o assunto, e lançando o apelo a uma tomada de decisão consciente e esclarecida relativamente à vacinação.
Esta notícia, que acredito seja apenas a primeira de muitas sobre o assunto, algumas apontando desde já para o perigo de um novo surto, são um atentado à inteligência da população que já percebeu, definitivamente, ter sido ludibriada, e utilizada pelos serviços de saúde, quer dos seus países quer mesmo da OMS.
A quem vamos agora pedir contas sobre os milhões esbanjados, sobretudo atendendo à grave crise internacional.
Quanta miséria teria sido aliviada, quantas vidas poupadas, com este dinheiro?!!




domingo, 27 de junho de 2010

Portimão-Para quando as Bicicletas de uso Comunitário?

Já há algum tempo,na sequência  de notícia da Câmara Municipal de Portimão, que dava conta de estar em marcha um projecto que trará à cidade bicicletas de uso comunitário, semelhantes às que vemos na foto, abordámos aqui este tema, e as vantagens óbvias que traria em termos de mobilidade na cidade, sobretudo na zona antiga da mesma, e nas deslocações Cidade-Praia-Cidade, ou mesmo nos pequenos passeios.
A crise e as dificuldades financeiras das autarquias não justificam a estagnação e o bloqueio de todos os projectos, sobretudo daqueles que, envolvem um custo irrisório, quando comparado com os benefícios resultantes da sua implementação e da melhoria da qualidade de vida que podem impulsionar.
A mudança de hábitos, arreigados com o tempo, levará algum tempo, mas essa é mais uma razão para não protelar medidas simples e projectos que atraiam turistas acostumados nos seus Países a estas facilidades.

Obs: Esta foto, de Mulhouse-Alsace em França ilustra bem a forma eficaz de gestão destas frotas, com parques colocados nos principais pontos da cidade, e, junto dos pontos de embarque dos vários transportes públicos.

domingo, 20 de junho de 2010

Portimão - Cidade de Portimão Blog

Ilustração Google Images
Seguia o Blog Cidade de Portimão com a atenção de quem espera sempre encontrar notícias da cidade e as excelentes fotos ali publicadas.

Os Blogs tornaram-se Jornais de Parede, onde é possível publicar artigos de carácter Local, Regional ou Nacional, sob as mais diversas formas, de notícia, opinião, e que permitem aos visitantes comentar, livremente, ou depois de uma avaliação do moderador, de forma identificada ou anónima.

Na minha opinião, é justamente aqui que surge a maior dificuldade na gestão do Blog, uma vez que moderar os comentários pode parecer uma forma encapotada de censura, e, não o fazer pode originar um ambiente de maledicência, ataque pessoal ou mesmo institucional.

Tudo isto a propósito do final do Blog Cidade de Portimão, de Gonçalo Gomes, que me pareceu dalguma forma anunciado pelo post sem foto de uma das colaboradoras, que contribuía com fotos de inegável qualidade, e, que ainda tive tempo de comentar.

Para Gonçalo Gomes e todas as Pessoas que estavam no Blog com o único intuito de servir sem se servirem, o meu obrigado, a minha total solidariedade, e o meu até sempre!!!


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Portimão - Manuel Teixeira Gomes

Ilustração Google Images

Manuel Teixeira Gomes viveu como quis. E, já depois de muito vivido, trouxe debaixo de olho, e do seu corpo, uma trabalhadora do seu fumeiro, Belmira das Neves, que tinha 15 anos. Belmira, com 19 anos, dá-lhe a primeira filha, Ana Rosa. E voltaria a ser pai quatro anos depois, aos 50 anos, da segunda filha, Maria Manuela.
A implantação da República obriga-o a abandonar a pacata vida familiar em Portimão, onde nascera. E a separar-se dos negócios dos frutos secos e do amanho das suas propriedades.
Durante treze anos, em Londres, defendeu a República, promoveu o seu reconhecimento internacional, negociou a entrada de Portugal na Grande Guerra, esteve no centro das negociações para a Paz e na criação da Sociedade das Nações, onde chegou a vice-presidente. Ganhou fama e prestígio político. O mesmo que lhe garantiu a eleição para a presidência da República, em 1924. Entediado pela crispação de militares e civis, abandona País e fortuna para nunca mais voltar.
Inteligente, culto, foi um dos grandes criadores literários da primeira metade do século XX. Pela sua obra perpassa uma intensa sensualidade que é quase física, mas também a pulcritude da paisagem algarvia ou mediterrânica, ou a sordidez da natureza humana, que algumas personagens da sua ficção exibem.
Na evocação deste homem, cabe muito e em grande. Foi a mais internacional das figuras da primeira República. E o mais ecléctico algarvio de todos os tempos. Mas não cabe a mesquinhez e a torpeza de insinuações, impossíveis de provar, sobre uma vida que só ele a gastou como quis e era uso.
Publicado por :José Alberto Quaresma, Comissário das Comemorações de Teixeira Gomes

domingo, 13 de junho de 2010

Portimão - Venha de Férias "Cá Dentro"

Ilustração GI
A propósito do pedido feito pelo Presidente da República aos Portugueses para que façam férias em Portugal, e ajudem o País a ultrapassar a crise, evitando a saída de milhões de euros, que poderão estimular a economia, com todos os benefícios conhecidos, do combate ao desemprego (ainda que sazonal), passando pelo desenvolvimento do sector turístico nacional e reduzindo o défice das contas públicas, muito se tem comentado, e a Agência Lusa citada pelo Ionline promoveu mesmo, não se percebe com que intenção, um estudo comparativo, que me mereceu este comentário:
"A Agência Lusa acaba de prestar um péssimo serviço ao País e revela servilismo político, o que é de lamentar. A notícia é incompleta, contraditória e imprecisa. Basta ler com atenção e percebemos que tentam induzir os leitores em erro pela forma como estabelece as comparações. A crise não e exclusivo nacional e por isso os valores deste ano relativamente a receita com turistas estrangeiros cairá drasticamente"

Com a salvaguarda de que não tenho nenhum interesse material a defender, deixo aqui o meu apelo aos Portugueses para que venham até Portimão passar as suas Férias, desfrutando do melhor que temos em Portugal em termos de oferta turística, das suas excelentes praias, da animação cultural e popular da cidade, e da gastronomia.

domingo, 6 de junho de 2010

Portimão - Bolsa Turismo Alternativo

 Imagem Publituris

Bolsa de Turismo Alternativo realiza-se em Portimão dias 29 e 30


Nos próximos dias 29 e 30, a Zona Ribeirinha de Portimão vai receber a Bolsa de Turismo Alternativo.
O objectivo desta bolsa é promover a região do Algarve, nomeadamente, na vertente natural com o Litoral, Barrocal e Serra a ganharem destaque.
Alojamento, Ambiente, Artesanato, Aventura, Desporto, Património e Produtos regionais serão apresentados no decorrer da iniciativa que reunirá cerca de 30 expositores.
Além destes, marcará ainda presença o Município de Portimão também vai estar presente.
A bolsa é uma iniciativa dos alunos do curso de Técnico de Informação e Animação Turística da Escola Profissional Almirante Reis, sediada em Portimão.
Como actividade paralela está o workshop que acontecerá dia 30, às 15h30 no Auditório do Museu de Portimão, subordinado ao tema da Sustentabilidade do Turismo no Algarve.
O certame tem entrada livre e decorre entre as 10h00 e as 22h00.
Fonte: Publituris

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia "Mundial" da Criança

Ilustração GI

Em Portugal, o dia das crianças é festejado em 1 de Junho, pois o mês de Maio homenageia Maria, mãe de Jesus. O dia da criança foi comemorado, pela primeira vez, no mundo inteiro a 1 de Junho de 1950.
O Dia Mundial da Criança, oficialmente, é 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança.[1] Porém, a data efetiva de comemoração varia de país para país
 Fonte: wikipedia

As Crianças representam a esperança, por serem as gerações futuras, a que,temos hoje o dever de ajudar a crescer em harmonia,  proporcionando-lhe bem-estar, educação, saúde e as melhores condições de evolução e desenvolvimento como seres humanos livres e potencialmente felizes.

Do investimento que fizermos para disponibilizar-lhes tudo isto, aliado aos afectos que lhes dispensarmos, à atenção com que observarmos o seu comportamento, e  da nossa própria capacidade de adaptação aos novos tempos, dependerá, em grande parte o sucesso que alcançarão, e, o mais importante de tudo, os seres humanos em que se tornarão.

Quando se fala de crianças, a primeira ideia que nos ocorre é, sem dúvida, o flagelo da fome e a miséria em que vivem a maioria das crianças nos Países do "terceiro mundo", o trabalho infantil a que muitos se vêm obrigados, e o abandono de tantas crianças, que é hoje, inaceitável e condenável, embora compreensível pela grande miséria moral e económica, que quase sempre, está na sua origem.

As nossas crianças, os nossos filhos, são o nosso maior motivo de orgulho, por eles daremos a vida se necessário, revemos-nos nos seus sucessos e sofremos com os seus desaires. Nada demais, essa é, afinal, a missão do progenitor, a  responsabilidade que assume quando decide trazer ao mundo um novo ser.

Esse orgulho multiplica-se quando chegam os netos por serem "duplamente" nossos filhos, pela experiência acumulada, pela disponibilidade e, até mesmo, porque representa um "emendar a mão" e um certo saudosismo. 

domingo, 30 de maio de 2010

Via do Infante ou A22

Ilustração GI
Nasceu como Via do Infante de Sagres, com graves problemas de gestação, quanto ao traçado que esteve comprometido por colidir com interesses instalados, e sofreu, ainda assim, alterações nem sempre consensuais.

A qualidade de construção não é a melhor, houve nitidamente, uma deficiente fiscalização a este nível, sobretudo no troço Ferreiras-Portimão em que o ruído provocado pelo rolar dos pneus, e a cor do piso, permitem a um leigo nesta matéria, perceber que falta espessura de alcatrão.
 
Para os nossos vizinhos Espanhóis que, felizmente, cada vez mais  escolhem o Algarve como destino das suas férias e mini-férias, é a única via aceitável para chegarem até nós e progredirem na descoberta do oeste,  nomeadamente do Barlavento Algarvio e da Costa Alentejana.

Da mesma forma, para todos os turistas que nos chegam através do Aeroporto de Faro, esta é a única via que não nos envergonha, de chegar aos seus destinos de férias, e, promover deslocações entre as cidades da forma que o fariam nas seus Países de origem.

A estrada nacional 125 estava à data da construção da Via do Infante completamente saturada e apresentava o maior índice de sinistralidade em Portugal. Atravessa várias populações, está repleta de sinalização luminosa e não tem condições de escoamento do trânsito em época baixa, imagine-se em pleno verão.
Estas considerações vem a propósito da classificação deste itinerário como Auto-Estrada, sabendo-se que não reúne os pressupostos técnicos exigidos, e sobretudo do que se adivinha ser intenção de cobrar portagens. 

As auto-estradas devem ter portagens, em Portugal, numa lógica do utilizador-pagador, mais justo que fazer sair do orçamento suportado por todos, o custo daquilo que apenas alguns beneficiam.

Contudo, para que isto possa acontecer tem o Governo que construir uma alternativa, sem a qual seria impensável implementar estas medidas, sob pena de arruinar o turismo na região, o que acabaria por ter custos incomensuravelmente superiores às receitas geradas pelas portagens.

Os Algarvios saberão certamente tomar medidas, no caso de este Governo sob o pretexto da necessidade de gerar receitas urgentes, desrespeitar os interesses Nacionais em geral, e Regionais em particular dada a dependência desta zona do sector do turismo.


 

domingo, 23 de maio de 2010

Porimão-Museu Subaquático

Ilustração: TVI Iol

Câmara afunda navios para criar o primeiro museu aquático

O afundamento de quatro antigos navios de guerra da Armada Portuguesa vai dar origem ao primeiro museu subaquático do país, ao largo da Praia da Rocha, disse o presidente da Câmara, Manuel da Luz.
 
Entre os 12 e os 15 metros de profundidade, os navios - o oceanográfico Almeida Carvalho, a Fragata Hermenegildo Capelo, a Corveta Oliveira do Carmo e o navio-patrulha Zambeze - vão constituir "roteiros subaquáticos acessíveis a qualquer mergulhador", explicou à Lusa o autarca. 

A ideia, segundo Manuel da Luz, é limpar os navios de guerra de todos os materiais poluentes, rebocá-los até Portimão e afundá-los a cerca de duas milhas da costa, numa área já identificada e validada pelas autoridades ambientais.
Veja a notícia TVI 24

Portimão - Dia da Marinha

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Falência anunciada

Ilustração GI
Os últimos dias têm sido férteis em notícias sobre a real situação económica do País, a falta de soluções válidas para resolver o problema do défice, a descredibilização constante e crescente do governo, o virar de costas do principal partido da oposição, por falta de confiança, quer na capacidade do governo de enfrentar a situação de forma séria e capaz, quer por descrédito total na figura do primeiro ministro.

Antigos Ministros das Finanças e Economistas de renome criticam a falta de coragem política para reduzir a despesa pública , modernizar o tecido empresarial e fomentar a criação de emprego, e co-responsabilizar os Bancos com a actual situação, retirando-lhes benefícios fiscais injustificados e, taxando os seus lucros como vulgares empresas que são. A acumulação de reformas dos detentores de cargos públicos e dos quadros superiores das empresas de capitais públicos são outra das contestações que ganha cada vez mais peso na opinião pública em geral.

Preocupante é também o facto de, cada vez mais, o Estado ser mau pagador; pagando mal aos seus fornecedores, o que estrangula a economia, e, ultimamente utilizando desculpas "gastas" de erro de processamento, atrasando mesmo o pagamento de prestações sociais e vencimentos.
Nas Forças Armadas, por exemplo, há atrasos injustificados de suplementos remuneratórios, sem nenhuma explicação. Ninguém pode prever por quanto tempo mais as autarquias poderão continuar a pagar atempadamente os vencimentos do pessoal, conhecidas que são as dificuldades de financiamento e a esperada quebra de receitas e os cortes nas transferências do poder central, tudo isto conjugado com situações de forte endividamento em que se encontram a grande maioria dos municípios.