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sábado, 12 de dezembro de 2009

Doenças do nosso tempo


Alcoolismo



Nos tempos dos meus avós brincar ter uma infância era algo que poucos sabiam existir, porque a maioria das crianças daquele tempo começavam a trabalhar ainda antes de terminar a instrução primária, outros nem acesso a isso tiveram, porque havia que contribuir para o próprio sustento.
Com os tempos as coisas foram melhorando, e, nas duas últimas gerações entendeu-se que a formação universitária era imprescindível para assegurar algum sucesso na vida.
Hoje as famílias endividam-se para mandar os filhos transmontanos estudar para Portalegre ou Beja e vice-versa.
Fora do olhar dos seus, e, em ambientes completamente diferentes dos seu habitat natural, esta juventude, na sua grande maioria, dá largas ao entusiasmo natural de quem quer abraçar o mundo e viver a vida o mais intensamente possível e parte num barco que os leva muitas vezes a enfrentar grandes e inesperadas tempestades.
Os nossos jovens dispõem hoje de condições extraordinárias, que lhes podem proporcionar uma vida universitária bastante facilitada, senão veja-se o que se pode fazer em casa frente a um computador com internet, e compare-se com o tempo interminável que se passava em consultas nas bibliotecas e na compilação do material conseguido, isto e muito mais, que as novas tecnologias trouxeram deixa uma infinidade de tempo livre extra, que nem sempre é utilizado da maneira mais produtiva.
O Alcoolismo não é uma dependência exclusiva dos novos tempos, já Salazar dizia que para que o povo viva contente há que dar-lhes vinho, futebol e fado;
O que me parece mais preocupante é que uma geração muito mais bem informada, se deixe embrenhar nas teias duma doença que está a atingir níveis alarmantes justamente no seio da população estudantil;
A falta de objectivos, talvez pela incerteza reinante quanto ao seu futuro profissional, a falta de referências na sociedade relativamente ao sucesso dos melhores, daqueles que mais se esforçaram, por troca com os mais apadrinhados, mais poderosos, ou menos escrupulosos, baralha as prioridades dos nossos jovens.
Na certeza porém, o seu futuro depende da capacidade que tiverem para mudar o rumo dos acontecimentos, e do empenhamento com que o fizerem, porque...
O futuro prepara-se agora

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sociedade

Família

Núcleo parental de referência, a instituição família sofreu alterações profundas no último quarto de século.
Tornou-se vulgar o conceito de família mono-parental em que um dos cônjuges, normalmente a mãe fica com a dura tarefa de educar os filhos, trabalhar para assegurar o sustento da casa, e cuidar das lides domésticas. Árdua tarefa, diria eu, que não lhe deixa espaço para cuidar da sua própria vida, e, reorganizar-se sentimentalmente, se assim o entendesse, com todos os benefícios óbvios que daí adviriam para todos.
Estas mães teriam todo direito de ser ajudadas pelo Estado, sempre que se provasse que o pai ausente não contribui de forma adequada e suficiente para proporcionar aos membros da família uma vida digna e educação. A regulação do poder paternal deve ser entendida de forma mais dinâmica e abrangente, não se cingindo a estabelecer as visitas e pensão de alimentos. Mesmo estes dois temas deviam ser revistos imediatamente a pedido de qualquer das partes.

Juventude

Que os nossos jovens representam o futuro, estamos todos de acordo. Mas sabendo isto, porque não apostamos neles, porque não lhe proporcionamos meios adequados para Educação, Formação Profissional, e integração no mercado de trabalho?
Porque não lhes facilitamos a criação de micro-empresas relacionadas com as suas áreas, porque não pomos a funcionar convenientemente todos os CACE's, sem burocracias exageradas, porque não apoiamos a criação de pólos tecnológicos ligados ás universidades e escolas, porque não se estabelecem parcerias que verdadeiramente criem novas oportunidades de emprego e desenvolvimento regional?

Violência de Género

Verdadeira chaga social, a violência no seio familiar reveste-se de um significado alarmante porquanto acontece justamente num ambiente onde era suposto prevalecerem os afectos, onde supostamente estariam a salvo de qualquer ameaça, e protegidos por aqueles que afinal um dia poderão ser os seus carrascos.
Urge então criar oportunidades aos agressores de se tratarem convenientemente, e sobretudo proporcionar às vítimas todos os meios de denúncia e socorro, sem hesitações porque a vida desta gente pode depender da prontidão da ajuda.



Natalidade

Cada dia, cada minuto, por assim dizer, assistimos ao envelhecimento da nossa população veja aqui:
http://www.breathingearth.net/

Passem o rato por cima dos países e vejam os dados da mortalidade e natalidade