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domingo, 6 de outubro de 2013

Colónias de Férias


A ratoeira preparada aos países da Península Ibérica


Portugal e Espanha, são sem sombra de dúvidas dois dos destinos de férias mais procurados pelos países ricos do norte da Europa, bem como os preferidos pelas suas gentes para se fixarem quando atingem a idade da reforma, pela qualidade de vida, baixo custo e hospitalidade dos seus povos.

Durante mais de uma década estes dois países apostaram numa educação cuidada dos seus jovens, investiram na qualificação profissional destes, numa formação contínua dos enfermeiros, elevaram os padrões de qualidade dos seus produtos e criaram infraestruturas turísticas de alta qualidade...

Enquanto isto, alguém preparava deliberadamente uma enorme crise estratégica, com o intuito de os empobrecer e, mesmo levar à ruína financeira, forçando assim o êxodo dos seus quadros para os países que deles precisam urgentemente, sem que tenham de fazer qualquer investimento nessa educação ou formação .

Da mesma forma abriram-se as portas aos investidores de países emergentes, ou ricos para comprarem casas de luxo ou adquirirem posições de relevo em empresas de referencia (va-se la saber com que intenções)...

Atribuiram-se a essas gentes vistos excepcionais, possivelmente, sem acautelar os nossos interesses, nomeadamente no que respeita a saber a origem desse dinheiro ou mesmo as verdadeiras intenções destes investidores.

Em suma o Estado (todos nós) gastamos rios de dinheiro na formação daqueles que agora farão as suas carreiras nos países de acolhimento, contribuindo para o seu desenvolvimento, olhados sempre como o parente pobre da Europa, enquanto nós recebemos os seus reformados, e turistas com a hospitalidade e servilismo de quem serve os ricos...

Pelo amor da santa...








quinta-feira, 17 de maio de 2012

Espanha a braços com graves problemas

Foto RNotícias


A Espanha é um País demasiado grande e não poderá ser intervencionado, como acontecera com a Grécia e depois Portugal, o que os coloca numa situação muito difícil, na hora de reavaliar os ativos dos bancos a que não poderão acudir sem a intervenção do BCE. Se lhe juntarmos a insuportável taxa de desemprego e as exorbitantes dívidas das regiões chegaremos à necessidade de  tomada de medidas ainda mais duras e impopulares do que as adotadas entre nós.
Os mais cépticos afirmam mesmo a inevitabilidade da chegada do "corralito" que mais não é do que uma medida que evita a corrida ao levantamento do dinheiro depositado nos bancos de forma massiva (estabelecendo máximos diários), o que provocaria a ruptura inevitável de todo o sistema financeiro; para isso poderão ser incrementadas medidas que dificultem ou mesmo proíbam as transferências para contas estrangeiras, o que seria entendido como o primeiro sinal de alarme.

Da mesma forma, Krugman  conceituado Nobel de Economia vaticina a saída da Grécia da moeda única Europeia, já no próximo mês, e muitas são as vozes que acreditam ou mesmo defendem que a Grécia deverá fazer tábua rasa da sua dívida externa.

O certo é que a Itália não está muito longe da situação Espanhola, e é igualmente grande demais para ser resgatada, razão pela qual as preocupações europeias com Espanha estejam duplamente justificadas, já que o seu afundamento terá inevitavelmente um efeito dominó.


Apesar de tudo, o Povo Espanhol é trabalhador e unido, e saberá enfrentar com determinação as adversidades, e obrigará os políticos a emendar a mão. 

Não se acomodarão nem deixarão os seus destinos ao sabor da maré...
Como outros o fazem..... 

 Leiam a Opinião de Krugman  aqui divulgada no Rastreador de Notícias