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Ilustração GI |
Nasceu como Via do Infante de Sagres, com graves problemas de gestação, quanto ao traçado que esteve comprometido por colidir com interesses instalados, e sofreu, ainda assim, alterações nem sempre consensuais.
A qualidade de construção não é a melhor, houve nitidamente, uma deficiente fiscalização a este nível, sobretudo no troço Ferreiras-Portimão em que o ruído provocado pelo rolar dos pneus, e a cor do piso, permitem a um leigo nesta matéria, perceber que falta espessura de alcatrão.
Para os nossos vizinhos Espanhóis que, felizmente, cada vez mais escolhem o Algarve como destino das suas férias e mini-férias, é a única via aceitável para chegarem até nós e progredirem na descoberta do oeste, nomeadamente do Barlavento Algarvio e da Costa Alentejana.
Da mesma forma, para todos os turistas que nos chegam através do Aeroporto de Faro, esta é a única via que não nos envergonha, de chegar aos seus destinos de férias, e, promover deslocações entre as cidades da forma que o fariam nas seus Países de origem.
A estrada nacional 125 estava à data da construção da Via do Infante completamente saturada e apresentava o maior índice de sinistralidade em Portugal. Atravessa várias populações, está repleta de sinalização luminosa e não tem condições de escoamento do trânsito em época baixa, imagine-se em pleno verão.
Estas considerações vem a propósito da classificação deste itinerário como Auto-Estrada, sabendo-se que não reúne os pressupostos técnicos exigidos, e sobretudo do que se adivinha ser intenção de cobrar portagens.
As auto-estradas devem ter portagens, em Portugal, numa lógica do utilizador-pagador, mais justo que fazer sair do orçamento suportado por todos, o custo daquilo que apenas alguns beneficiam.
Contudo, para que isto possa acontecer tem o Governo que construir uma alternativa, sem a qual seria impensável implementar estas medidas, sob pena de arruinar o turismo na região, o que acabaria por ter custos incomensuravelmente superiores às receitas geradas pelas portagens.
Os Algarvios saberão certamente tomar medidas, no caso de este Governo sob o pretexto da necessidade de gerar receitas urgentes, desrespeitar os interesses Nacionais em geral, e Regionais em particular dada a dependência desta zona do sector do turismo.